Banda larga brasileira – entre as piores do mundo

14/09/2008

A banda larga brasileira tem crescido rapidamente, mas a qualidade do serviço deixa muito a desejar. Um estudo feito pelas Universidades de Oxford e de Oviedo, sob encomenda da emprsea Cisco, analisou a qualidade da internet rápida em 42 países e o Brasil ficou em 38º lugar, à frente somente de Chipre, México, China e Índia. “O Brasil está pior do que a gente gostaria”, disse Pedro Ripper, presidente da Cisco do Brasil.

Em primeiro lugar ficou o Japão, seguido por Suécia, Holanda, Letônia, Coréia do Sul, Suíça, Lituânia, Dinamarca, Alemanha e Eslovênia.

O estudo teve como base o resultado de oito milhões de testes feitos pelo site Speedtest.net, que verifica a qualidade das conexões de banda larga para consumidores. O índice de qualidade de banda larga, criado para o estudo, leva em conta as velocidades de download (recebimento de dados), upload (envio de dados) e a latência (tempo que um pacote de dados leva da fonte ao seu destino). O estudo não levou em conta o preço da banda larga e a densidade de usuários.

O Brasil fez 13 pontos no índice, que vai de zero a cem. Segundo os pesquisadores, o país precisa ter no mínimo 35 pontos para que seus internautas possam fazer uso adequado dos aplicativos que existem hoje, como vídeos on-line, bate-papo com vídeo e troca de arquivos. Para novos aplicativos, como vídeos em alta definição, seriam necessários 75 pontos.

“A qualidade média da banda larga brasileira está bem aquém do necessário para a web atual”, disse Ripper. Alguns países desenvolvidos, como a Espanha, a Itália e o Reino Unido, também ficaram abaixo dos 35 pontos.

Somente o Japão fez mais de 75 pontos. “Por ser o único país com qualidade adequada, talvez as novas aplicações venham de lá”, acredita o presidente da Cisco. Os Estados Unidos não ficaram muito bem, em 16º lugar. “A qualidade da internet é um dos temas da campanha presidencial americana”, apontou Ripper. Os americanos vêem a qualidade do acesso à internet como um dos pré-requisitos para continuarem liderando o mercado de tecnologia.
Fonte: Folha de S. Paulo


Firefox 3.1 terá modo de navegação privativa

12/09/2008

A Mozilla respondeu aos rivais Google e Microsoft com um modo de navegação privativa no Firefox, que deverá estar presente no Firefox 3.1, de acordo com notas publicadas em seu site.
O modo de privacidade online limita ou elimina totalmente vestígios de navegação no browser do usuário, como cookies e histórico ao final da sessão de uso.Em nota durante o encontro de atualização sobre o desenvolvimento do Firefox 3.1, a Mozilla afirmou que o Private Browsing Mode havia sido implementado e que teve bugs funcionais corrigidos. 
No Bugzilla, sistema de rastreamento de bugs da Mozilla, o desenvolvedor chefe Mike Connor detalhou as funcionalidades que o modo terá no Firefox 3.1.
“(O modo deve) garantir que usuários não serão registrados quando fazendo algo ‘privativo’”, afirmou Connor em e-mail para outros desenvolvedores da Mozilla.
A descrição mais detalhada dá conta que modo deletará todos os cookies, não registrará sites visitados, não completará ou salvará senhas e removerá todos os downloads feitos durante a sessão.
Tanto o Chrome, do Google, como o Internet Explorer 8, da Microsoft, incluem opções de privacidade. O Safari, da Apple, também conta com ferramentas que resultam em efeito similar.
Connor estava convencido que o novo modo estará pronto em tempo para entrar no Firefox 3.1, cujo código será congelado no último dia do mês.
Como muitas das funções do Firefox 3.1, o modo privativo estava originalmente planejado para o Firefox 3.0. A ferramenta foi deixada de lado, porém, depois dos problemas enfrentados nos meses de desenvolvimento do browser.


Correções para Windows e Office

10/09/2008

Nesta terça-feira, 9, a Microsoft liberou quatro correções para falhas de segurança consideradas críticas para seus produtos, com destaque ao sistema operacional Windows e ao pacote corporativo Office.

Três dos patchs divulgados no Patch Tuesday, seu tradicional ciclo de atualização de segurança, referente a setembro dizem respeito a brechas no Windows, com a possibilidade de execução remota de códigos maliciosos caso um cracker explore o bug. 

O boletim MS08-054 impede que um arquivo sonoro forjado por crackers aproveitassem falha no Windows Media Player para dominar o PC da vítima, enquanto o MS08-053 resolve uma falha no Windows Media Encoder 9 Series que, caso explorada, teria resultado semelhante.

O terceiro boletim, conhecido como MS08-052, corrige um número não especificado de bugs na interface gráfica conhecida como Windows GDI+ que dariam controle ao PC apenas com a reprodução de uma imagem maliciosa.

Único que não contempla o sistema Windows, o boletim MS08-055, corrige uma falha no pacote Office que permite que um micro seja dominado com a vítima clicando sobre uma URL maliciosa dentro do OneNote.

As correções podem ser baixadas pela ferramenta Windows Update dentro do sistema operacional da Microsoft.

 

Fonte: G1 Tecnologia